terça-feira, 14 de abril de 2020

CONTOS DE ARTIMANHAS

ATIVIDADES PARA A TURMINHA DE 4° ANO D - CEMEB DRª ZILDA A.. NEUMANN


CONTOS DE ARTIMANHAS- LÍNGUA PORTUGUESA

VAMOS FAZER AS ATIVIDADES O CADERNO?


1- O RAPAZ DO CONTO FAZ REALMENTE UMA SOPA DE PEDRA? EXPLIQUE.

2- EM QUE LUGAR A HISTÓRIA ACONTECE?

3- A HISTÓRIA QUE VOCÊ LEU É UM CONTO DE ARTIMANHAS.. COLOQUE (V) PARA VERDADEIRO OU ((F) PARA FALSO.
(  )  É UMA HISTÓRIA EM QUE OS PERSONAGENS USAM A ESPERTEZA PARA CONSEGUIR ALGO.
(  ) É UMA NARRATIVA ENGRAÇADA.
(   ) É UMA HISTÓRIA QUE DEIXA O LEITOR COM MEDO..

4- QUAL FOI A ESPERTEZA DO RAPAZ?

5-RELEIA O FINAL DO CONTO DO CONTO E EXPLIQUE PORQUE O RAPAZ TEVE QUE SAIR CORRENDO.


6-VOCÊ GOSTOU DO CONTO? ACHOU O TÍTULO ADEQUADO? EXPLIQUE.









Conto de esperteza ou artimanha

  O Dono da Bola

            Caloca é um amigo legal. Mas nem sempre ele foi assim,não.Antigamente ele era o menino mais enjoado de toda a rua.E não se chamava Caloca.O nome dele era Carlos Alberto.
            E sabem por que ele era assim tão enjoado? Eu não tenho certeza , mas acho que porque ele é o dono da bola.
            Caloca morava na casa mais bonita da nossa rua. Os brinquedos que Caloca tinha , vocês não podem imaginar. Caloca só não tinha amigos.Porque ele brigava com todo o mundo.Não deixava ninguém brincar com os brinquedos dele.Mas futebol ele tinha que jogar com a gente, porque futebol não se pode jogar sozinho.
            O nosso time estava cheio de amigos .O que nós não tínhamos era bola de futebol.Só bola de meia, mas não é a mesma coisa. Bom mesmo é bola como a de Caloca.
            Mas, toda a vez que a gente ia jogar bola com Caloca, acontecia à mesma coisa, só o juiz marcar qualquer falta do Caloca que ele gritava logo:
            -Assim eu não jogo mais ! Dá aqui minha bola!
            -Ah, Caloca, não vá embora, tenha espírito esportivo, jogo é jogo...
            -Espírito esportivo, nada! Berrava Caloca. -E não me chame de Caloca, meu nome é Carlos Alberto!
            E, assim, Carlos Alberto acabava como todo que era jogo.
            Todas as vezes que o Carlos Alberto fazia isso, ele acabava voltando e dando um jeitinho de entrar no time de novo. Mas, daquela vez, nós estávamos por aqui com ele. A primeira vez que ele veio ver os treinos , ninguém ligou.
            Um dia , nós ouvimos dizer que o Carlos Alberto estava jogando no time do “ Faz – de –Conta”, que é um time lá da rua de cima.Mas foi por pouco tempo.A primeira vez que ele quis carregar a bola no melhor do jogo, como fazia conosco, se deu muito mal... O time do  “Faz –de –Conta”correu atrás dele e ele só não apanhou porque se escondeu na casa do Batata.
            Aí o Carlos Alberto resolveu jogar a bola sozinho. A gente passava pela casa dele e via.Ele batia  bola com a parede. Acho que a parede era o único amigo que ele tinha. Mas eu acho que jogar com a parede não deve ser muito divertido que depois de três dias , o Carlos Alberto não aguentou mais, apareceu lá no campinho, mas não houve acerto...
            E Carlos Alberto continuou sozinho. Mas eu acho que ele já não estava aguentando de estar sempre sozinho.
            Na quarta- feira, mais ou menos no terceiro treino, lá veio ele com a bola debaixo do braço.
            -Oi ,turma, que tal jogar com uma bola de verdade?
            Nós estávamos loucos para jogar com a bola dele. Mas não podíamos dar o braço a torcer.
            - Olha, Carlos Alberto, você apareça em outra hora. Agora nós precisamos treinar-disse Catapimba.
            -Mas eu quero dar a bola ao time. De verdade!
            Nós todos estávamos espantados:
            -E você nunca mais pode levar embora?
            - E o que você quer em troca?
            -Eu só quero jogar com vocês...
            -Viva o Carlos Alberto!
            -Viva!
            Então o Carlos Alberto gritou:
            -Ei, pessoal, não me chamem de Carlos Alberto! Podem me chamar de Caloca!
(Rocha, Ruth In: Marcelo, Marmelo, Martelo e outras histórias.Rio de Janeiro

2. Dê sua opinião de acordo com o texto:

a)      Todos os personagens do texto têm a mesma classe social? Justifique.

b)      O que você entendeu por :

b.1) “ Espírito esportivo”( 7º /8ºparágrafo):
        b.2 )  “ Estávamos por aqui com ele”( 10º parágrafo):

         b.3) “O dono da bola” ( Título do texto):

       b.4) “ Mas não podíamos dar o braço a torcer”.( 16º parágrafo) :

c)      Por que Carlos Alberto passou a permitir o uso do apelido     “ Caloca” ?

d)      Podemos dizer que houve violência? .... , ( quando? ) ...


·                     De Carlos Alberto para com os colegas, enquanto foi o “dono da bola”? Explique.
·                     Dos amigos do time do Faz –de –Conta, para com Carlos Alberto? Por quê?
·                     Dos amigos para com Carlos Alberto? Por quê?
3. Vivenciando o texto: 

a)      Escreva algumas lições que podem ser tiradas com este texto: ( mínimo 2 )

b)      Você se compara a Carlos Alberto ou a Caloca? Por quê?

c)      Você tem ou teve um apelido? Relate sua experiência.

d)      Apelido pode ser motivo de conflito? Por quê?




3. Passe para o plural as seguintes frases do texto, observe a concordância, para que a frase fique correta.

a)     A primeira vez que ele quis carregar a bola no melhor do jogo, se deu muito mal.

b)      E ele só não apanhou porque se escondeu na casa do Batata.


4. Coloque a pontuação corretamente:

a)      “ Ah caloca não vá embora”

    ________________________________________________________________________
b)      “ Oi turma que tal jogar uma bola de verdade”
_____________________________________________________________________

       

domingo, 6 de novembro de 2016

Plano de aula : "Sou diferente sim."

Felizmente hoje em dia se percebe uma tendência mundial de erradicação do preconceito nos mais diversos contextos. Assim, o espaço da escola que é um lugar de formação e aprendizagem, conta com boas oportunidades voltadas para o combate ao preconceito e a discriminação, ensinando ao estudante a se colocar no lugar do outro e enxergar que apesar das diferenças somos todos seres humanos e merecemos respeito.
Plano de Aula do Filme Imagine Uma Menina Com Cabelos De Brasil... | Animação | De Alexandre Bersot | 2010| 10 min | RJ

Diferentes todos somos, mas muitos querem ser iguais. Busca-se o pertencimento, a participação em um ou mais grupos, a identificação com outros. Isto acontece, com maior ênfase quando ainda estamos na escola e percebemos que para melhor socializar com as demais crianças ou adolescentes é preciso estar sintonizado com as modas que se alternam. Roupas, calçados, jogos, aparelhos eletrônicos, grifes, coleções de figurinhas ou cortes de cabelo podem ser a porta de entrada ou de exclusão nestes grupos... O que fazer? Entrar e abrir mão de sua individualidade ou preservar o seu jeito de ser e socializar de outras formas?João Luíz de Almeida Machado 









"Imagine Uma Menina Com Cabelos De Brasil... "

Disponível em http://portacurtas.org.br/ (  para acessar esse site é necessário fazer cadastro)O cabelo, a fronteira final. Entre caretas e escovas, as viagens em busca de aceitação.


Objetivos:
Conscientizar sobre o bullying
Integrar os alunos
Valorizar características individuais
Aprimorar a oralidade e exposição de ideias dos alunos.

Desenvolvimento:
Falar sobre a formação do povo brasileiro e sua diversidade, exibir o curta " Imagine uma menina com cabelo de Brasil"  formar uma roda de conversa e pedir para identificar a formação do povo brasileiro e que busquem em si mesmo características que são somente suas.
Levar a discussão para os padrões de beleza imposto pela mídia sua influência e seu poder de consumo.

Avaliação:

A avaliação deverá ser feita durante todo o processo através da observação da posição dos alunos.


( Adaptação feita pela professora Noraci Andrade Mota)

Olá !!!!!


Ainda sobre diversidade sugiro alguns filmes com conteúdos para trabalhar Direitos Humanos, salientando que podemos incluir preconceitos e relações de gênero no tema Direitos Humanos para a reflexão sobre esse direito tão falado e tão pouco praticado.
Filadélfia:
Philadelphia (br/pt:Filadélfia) é um filme norte-americano de 1993, do gênero drama, e um dos primeiros filmes comerciais de Hollywood para reconhecer o HIV/AIDS, homossexualidade e homofobia. Ele foi escrito por Ron Nyswaner, dirigido por Jonathan Demme (de O Silêncio dos Inocentes) e estrelado por Tom Hanks e Denzel Washington.
O filme conta a história de Andrew Beckett, um advogado homossexual que trabalha para uma prestigiosa firma em Filadélfia. Quando fica impossível para ele esconder dos colegas de trabalho o fato de que tem AIDS, é demitido. Beckett contrata então Joe Miller, um advogado homofóbico, para levar seu caso até o tribunal.(Fonte:https://pt.wikipedia.org/wiki/Filad%C3%A9lfia_(filme)


Andrew Beckett, de 26 anos de idade, é um advogado formado na Universidade Penn State que é recém-contratado por uma grande firma de advocacia da Filadélfia. Apesar de seu sucesso financeiro, sua aparência jovial e bonita, Andrew tenta fugir do preconceito não mencionando a verdade sobre sua sexualidade e seu estado de saúde. Quando adoece e começa a apresentar-se magro e com os primeiros sintomas da AIDS, confirma-se que ele é portador do vírus do HIV.
Após a notícia se espalhar na empresa, Andrew é sabotado e imediatamente despedido da firma por seus chefes, que se revelam altamente preconceituosos. Andrew tenta contratar um advogado para que possa acionar a justiça e processar a firma, mas ninguém quer assumir seu caso. Numa última esperança, ele vai até Joe Miller, um advogado de pequenas causas que se revela ser secretamente um homofóbico.
No entanto, depois de passarem várias horas juntos, Joe percebe que Andrew é uma pessoa normal como ele, e passam a se respeitar e confiar um no outro. O caso acaba por se tornar muito noticiado na mídia, e Joe luta para mostrar a todos que Andrew foi despedido única e exclusivamente pelo fato de ser homossexual e portador do HIV. O filme apresenta com muita sensibilidade o terrível efeito social da AIDS, a questão do preconceito, sua dor e suas origens, contra homossexuais ou portadores do vírus HIV e a relação mútua e confusa do preconceito frente a estas duas questões na sociedade americana da época.


Amistad:A história remonta ao ano de 1839 e é baseada em factos verídicos que ocorreram a bordo do navio La Amistad. O filme A história remonta ao ano de 1839 e é baseada em factos verídicos que ocorreram a bordo do navio La Amistad. O filme relata a luta de um grupo de africanos escravizados em território norte americano, desde a sua revolta até seu julgamento e libertação.
Através desta trama de forte conteúdo emocional, é possível conhecer as condições de captura e transporte de escravos africanos para a exploração do trabalho na América do Norte, a máquina jurídica americana de meados do século XIX e o germe das primeiras medidas para a abolição da escravatura naquele território.[2]relata a luta de um grupo de africanos escravizados em território norte americano, desde a sua revolta até seu julgamento e libertação.
Através desta trama de forte conteúdo emocional, é possível conhecer as condições de captura e transporte de escravos africanos para a exploração do trabalho na América do Norte, a máquina jurídica americana de meados do século XIX e o germe das primeiras medidas para a abolição da escravatura naquele território.[2](
https://pt.wikipedia.org/wiki/Amistad.















EDUCAR PARA A IGUALDADE: ROMPENDO AÇÕES DISCRIMINATÓRIAS.

Olá !!!! 

Meu nome é Noraci e sou professora na rede pública no município de Itapevi. Trabalho com alunos de Fundamental l e Ensino Médio, tenho formação em Pedagogia e Filosofia e através desse blog quero contribuir com um tema que eu acredito ser relevante, que é a questão da Diversidade.
Os textos e filmes que serão aqui apresentados tem como objetivo propiciar aos  alunos a compreensão das questões da Diversidade, possibilitando a produção de novos conhecimentos a partir da reflexão crítica, da investigação científica e do desenvolvimento da criatividade, visando uma educação emancipadora em prol de uma sociedade justa e plural.
Acredito que através  do livre pensar a conscientização de que a luta contra todo o tipo de preconceito é de responsabilidade de todos. Assim, espero contribuir para o questionamento desse tema que está  presente no nosso dia a dia e que quase se torna invisível para quem pratica e tem dimensões devastadoras para quem recebe.

Então sugiro como começo de contato  um vídeo disponível em:HTTP://www.portacurta.com.br/filme.asp?cod=1577. Que aborda esteriótipos, preconceitos e discriminação racial. Narciso Rap, é um garoto negro de periferia, ganha uma lâmpada mágica e pede ao gênio para ser visto branco pelos brancos e negro pelos negros.
Também sugiro a música Haiti do cantor Caetano Veloso, disponível em htpp://consciência.net/2003/09/06haiti.html.
Após o contato dos alunos com o vídeo o professor pode promover um debate para conscientização do tema, as perguntas o professor decide de acordo com o nível/série dos alunos.
PS- Para entrar HTTP://www.portacurta.com.br/filme. é necessário se cadastrar para gerar login e senha.

Haiti.[Caetano Veloso e Gilberto Gil, letra de Caetano Veloso] 
1993
Quando você for convidado pra subir no adro da
Fundação Casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos
E outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(E são quase todos pretos)
E aos quase brancos pobres como pretos
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
E não importa se olhos do mundo inteiro possam
estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque, um batuque com a pureza de
meninos uniformizados
De escola secundária em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada
Nem o traço do sobrado, nem a lente do Fantástico
Nem o disco de Paul Simon
Ninguém
Ninguém é cidadão
Se você for ver a festa do Pelô
E se você não for
Pense no Haiti
Reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui
E na TV se você vir um deputado em pânico
Mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo
Qualquer qualquer
Plano de educação
Que pareça fácil
Que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça de democratização
do ensino de primeiro grau
E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
E nenhum no marginal
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homem mijando na esquina da rua
sobre um saco brilhante de lixo do Leblon
E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo diante da chacina
111 presos indefesos
Mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos
Ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres
E todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
Pense no Haiti
Reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui